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Ensinar: O quê? Como?

A sociedade contemporânea vive a era da informação. Jornais, revistas, televisão,rádio, e-mail, blog, comunidade virtual, Orkut possibilitam que a informação circule em quantidade, velocidade e transitoriedade impressionantes.

Diante desse cenário, surge um grande desafio para a escola: definir quais conhecimentos acumulados no curso da história devem ser ensinados e de que forma.

Pensar o ensino de Língua Portuguesa, por exemplo, exige do educador o domínio do idioma, de seus princípios de aprendizagem e uma reflexão minuciosa da realidade, para então organizar e articular a seleção de temas e conteúdos que devem ser ensinados sistematicamente.

Para trabalhar com gêneros textuais, é fundamental elaborar uma sequência didática, um roteiro de ações. Esse procedimento permite integrar as práticas sociais de linguagem — escrita, leitura e oralidade —, guiando as intervenções do professor.

Vamos refletir sobre as orientações metodológicas da sequência didática.

Sequência didática é o conjunto sistematizado de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo etapa por etapa. Esse conjunto de atividades permite que os alunos dominem as características próprias do gênero em estudo e tenham condições de escrever cada vez melhor.

Essa proposta envolve atividades de aprendizagem e avaliação, organizadas de acordo com os objetivos que o professor quer alcançar e tem como finalidade abordar aspectos envolvidos na produção de textos em um determinado gênero.

Ao organizar uma sequência didática, é preciso preparar detalhadamente cada uma das etapas do trabalho.

1 Compartilhar a proposta de trabalho com os alunos

É importante explicar o trabalho passo a passo. Uma sugestão é fazer uma roda de conversa para apresentar o gênero que será estudado e comentar as diversas atividades que serão desenvolvidas. Organize, junto à turma, um plano de ação, anotando cada etapa da proposta em um cartaz.

2 Mapear o conhecimento prévio dos alunos

Nessa etapa, os alunos conversam sobre o que conhecem do gênero que será trabalhado e escrevem um primeiro texto. Ao propor a primeira produção, o professor deve detalhar a situação de comunicação de acordo com o destinatário do texto (pais, colegas, pessoas da comunidade), qual é a finalidade (informar, convencer, divertir), que posição o autor tem (aluno, representante de turma, narrador) e onde o texto vai ser publicado (numa coletânea, no jornal da escola, no mural da sala de aula, no jornal local). Essa produção aponta os saberes dos alunos e dá pistas para que o professor possa intervir melhor no processo de aprendizagem.

3 Ampliar o repertório dos alunos

De posse do mapeamento dos alunos — informação preciosa para avaliar em que ponto está a turma —, o professor elabora um conjunto de atividades de leitura, escrita e oralidade as mais diversas possíveis. É fundamental oferecer bons e variados textos, aproximando a turma do gênero em estudo. Essa diversidade de proposta amplia a possibilidade de êxito dos alunos.

4 Analisar as marcas do gênero

No decorrer das atividades, é essencial a mediação do professor para que os alunos consigam analisar e identificar as marcas próprias do gênero (as expressões próprias, os tempos verbais utilizados).

5 Buscar informações sobre o tema

Essa é uma atividade valiosa para dar consistência ao texto. É preciso conhecer o tema sobre o qual se escreve,qualquer que seja a situação comunicativa, pesquisando, entrevistando pessoas, coletando dados da cultura local. É preciso dominar o conteúdo (ter o que dizer) e a forma (ter como dizer), utilizando o gênero mais apropriado para a produção.

6 Produzir um texto coletivo

Essa é uma etapa bastante desafiadora da sequência didática. O professor coordena a produção do texto coletivo, dando oportunidade para que os alunos troquem ideias, exponham seus conhecimentos e suas dúvidas. Nesse papel, o professor incentiva a participação de todos, organiza as falas, faz intervenções, transforma o discurso oral num texto escrito.

7 Escrever um texto individual

É hora de o professor mobilizar os alunos para a escrita individual. Para realizar essa atividade, é necessário retomar a situação de produção e relembrar as marcas próprias. Nessa produção final, o aluno deve pôr em prática tudo o que foi aprendido ao longo da sequência didática.

8 Fazer a revisão e o aprimoramento do texto

Essa é uma tarefa árdua para professor e alunos. Exige ler, reler, identificar o que não está bem claro e os aspectos que devem ser melhorados no texto. Por isso, o professor precisa incentivar e auxiliar seus alunos a vencerem esse desafio.

9 Publicar os textos produzidos pelos alunos

Finalizado o trabalho, organize os textos para publicação. Escolha o portador mais adequado ao gênero. Por exemplo: para contos maravilhosos, transforme os textos dos alunos em um livro ou em uma coletânea; se você trabalhou com notícias, publique-as no jornal local ou no jornal-mural. Com a publicação pronta, prepare com cuidado o lançamento. Convide pais, professores, colegas de escola, pessoas da comunidade. Essa significativa conquista — de professor e alunos — merece celebração.

Fonte: Na Ponta do Lápis. Almanaque do Programa Escrevendo o Futuro. Ano III. Nº 5, 2007.





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