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A importância dos mapas e dos Atlas



Quando consideramos o acesso cada vez maior às informações,
podemos perceber a importância que os mapas têm nos dias de hoje. Os mapas representam e sintetizam informações históricas, políticas, econômicas, físicas e biológicas de diferentes lugares do mundo. No passado, eles eram documentos confidenciais, que circulavam somente
entre aqueles que participavam do poder. No presente, conhecer o
funcionamento, as diferentes funções dos mapas e saber utilizá-los
ajuda a resolver problemas cotidianos de planejamentos e projetos.

O mapa hoje é algo essencial. Não apenas porque nos ajuda a compreender as transformações e os problemas do mundo atual, mas também nos permite usufruir, com liberdade e segurança, um dos direitos universais do homem, garantido inclusive em nossa Constituição de 1988: o de ir e vir.


O mapa na sala de aula
A importância dos mapas e dos Atlas na sala de aula justifica-se justamente pelo papel que a cartografia tem no mundo contemporâneo.

Ensinar o aluno a ler e a obter informações em diferentes tipos de mapa é uma forma de promover a construção de procedimentos que lhes permitam localizar objetos e endereços para se deslocarem, com sucesso, por cidades e bairros desconhecidos, conferir trajetos dos meios de transporte, planejar uma viagem ou se situar em locais públicos (shopping-centers, hospitais e museus). Esses procedimentos também lhes possibilitam utilizar como fonte de pesquisa os mapas, que sintetizam informações a respeito de lugares e regiões de diferentes partes do Brasil e do mundo.

Aprender a ler mapas e saber utilizá-los como uma representação do espaço, que segue as regras de vários sistemas de projeção e tem uma linguagem específica, é elemento-chave para a formação do cidadão autônomo.

Desde as séries iniciais, os alunos podem ter contato com diferentes tipos de mapa e seu portador por excelência, o Atlas. Esse contato, porém, não deve ser casual ou esporádico. Deve ocorrer de acordo com um planejamento sistemático do professor em função dos conhecimentos que os alunos de uma dada faixa etária podem construir a respeito desse conteúdo.

Em seu planejamento, o professor pode elaborar atividades que privilegiem dois eixos de trabalho: o da produção e o da leitura de mapas. Esses dois eixos podem ocorrer de forma simultânea, pois não há necessidade de os alunos aprenderem primeiro a produzir para depois aprenderem a ler e consultar mapas ou vice-versa.


A produção de mapas
É importante que os alunos representem um objeto ou lugar para comunicar algo a alguém. Dessa forma, eles estarão aprendendo também a entender a função social e científica dos mapas: transmitir informações.

A produção pode ser planejada a partir de atividades bastante simples, como desenhar objetos e localidades do cotidiano. A sala de aula, a escola, a casa e todos aqueles espaços que as crianças conhecem do ponto de vista de sua distribuição espacial constituem boas escolhas para que elas façam a representação.

É fundamental que o professor questione os desenhos produzidos pelos alunos, avaliando forma, tamanho, posição, orientação, distância, direção e produção dos objetos e locais representados. Esse questionamento pode ser realizado por meio do confronto com a própria realidade.

O trabalho com os pontos cardeais ganha aqui um contexto, pois o conhecimento desses pontos – norte, sul, leste e oeste –, que determinam as principais direções na superfície da Terra, é de extrema relevância para aprender a posicionar e orientar aquilo que está sendo representado.

A atividade de desenhar o entorno pode também ser planejada a partir de diferentes perspectivas. É interessante desafiar os alunos a desenhar como se estivessem tendo uma visão vertical de um objeto ou lugar, ou seja, como se estivessem olhando de cima para baixo ou, ainda, a desenhar com uma visão oblíqua de objetos e lugares, como se estivessem observando-os do alto e um pouco de lado (tal como a visão que as pessoas têm de uma cidade quando a olham da janela de um avião).

Esses desafios são oportunidades para que eles construam noções cartográficas e compreendam como ocorre a representação gráfica do espaço.

O uso de cores e símbolos pode ocorrer sempre que o professor convidar seus alunos a representar objetos e lugares de forma simplificada e esquemática. Isso constitui um novo desafio; para superá-lo, os alunos precisarão criar símbolos e utilizar cores para indicar o que está sendo representado, sem fornecer detalhes a respeito de cada elemento.

Essas atividades se tornam mais significativas quando em contextos de comunicação.

Nesse sentido, o professor pode planejar situações nas quais os alunos tenham que representar a própria casa, para mostrar aos colegas como ela é, ou a própria escola, com o objetivo de informar a distribuição de suas dependências para um visitante que não a conhece.

O professor pode ainda organizar brincadeiras, como a caça ao tesouro: um grupo produz mapas para que os colegas dos outros grupos localizem um objeto escondido.


A leitura dos mapas

O eixo de leitura de mapas também deve ocorrer de forma contex-tualizada, por meio de mapas temáticos. Os alunos podem consultar mapas políticos, de relevo, clima ou vegetação, para obter informações a respeito de lugares ou assuntos que estejam estudando.

Pode-se também sobrepor mapas, por exemplo, para relacionar uma determinada forma de vegetação ao relevo e à ocupação agrícola. Consolida-se, assim, um trabalho de inter-relacionamento do ensino da Geografia com as demais áreas do currículo. Os alunos aprendem a reconhecer os mapas e o Atlas como fontes preciosas de informação para suas pesquisas.

É importante que os alunos vivenciem situações de comparação das informações representadas em diferentes tipos de mapa, estabelecendo relações entre fenômenos variados. Um exemplo disso é a comparação que pode se feita entre as informações contidas em um mapa que trate das formas de relevo de uma determinada região e outro que informe a distribuição da população na mesma área.

O professor pode trabalhar também com planos, plantas de construção, cartas de cidades, imagens de satélites e até mesmo mapas digitais feitos por computador.

Ensinar a consultar um guia de ruas, um mapa rodoviário, a planta de uma casa, o painel com as linhas do metrô ou com a distribuição das lojas de um shopping-center são objetivos de aprendizagem que podem ser de grande valia no planejamento das aulas.

Para essas aprendizagens, é possível recorrer a situações nas quais os alunos se sintam desafiados a ler o mapa, para obter uma informação que lhes interessa. O professor pode utilizar, como suporte para suas aulas, mapas e cartas geográficas que são publicados em jornais, revistas, impressos ou folhetos de propaganda.

A compreensão das legendas merece atenção especial, pois elas fornecem as explicações necessárias para os alunos trabalharem com as informações. Sempre que julgar oportuno, o professor deve incentivar os alunos a ler as legendas e tentar compreendê-las.

Conhecer e utilizar diferentes tipos de mapas e o Atlas, sem dúvida alguma, ampliam as possibilidades dos alunos de extrair e analisar informações relacionadas a diferentes áreas de conhecimento, além de contribuir para que eles consolidem uma noção de espaço flexível e abrangente.

Aprender a perceber o caráter espacial dos fenômenos estudados e a comparar esses espaços, por meio da sobreposição das informações contidas nos mapas, são coisas que a própria Geografia, enquanto ciência, busca fazer e que os alunos do ciclo inicial também podem realizar.





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